"Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu."
(Caio Fernando Abreu)
Porque nos meus "de repente".. me bate uma saudade desse espaço...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
.Tinha uma pedra no meio do caminho...

...No meio do caminho tinha uma pedra
E a pedra era eu
Eu era a pedra que atravancava o meu caminho
Quando dei por isso, virei do lado avesso
Deixei de ser a pedra, achei novo começo
Peguei a pedra e joguei longe
Joguei longe a pedra que eu era antes
Agora sou rumo certeiro
Sou caminho verdadeiro
Sem pedras prá me atravancar.
Tinha uma pedra no meio do caminho...
...agora não tem mais.
.Juliana. Sábado, 03 de Janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
.Cá entre NÓS...

"Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá
Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora?
Ele não tem preço
Nem vontade
Ele não tem culpa
Nem falsidade
Ele não sabe me amar
Ele não tem jogo
Nem saudade
Ele não tem fogo
Nem muita idade
Ele não sabe me amar
Ele não saberá
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será meu amado
Amador?
Se eles não têm pose
Nem maldade
Eles não têm culpa
Nessa cidade
Eles não sabem amar
Coisas da vida..."
(Ela X Ele na cidade sem fim - Vanessa daMata)
Ela o encontrou por acaso.
Por força do destino o conheceu melhor.
Por fatalidade o viu partir.
Para sua felicidade o reencontrou.
Ela amou.
Ella amou Ele.
Ele que a encontrou por acaso.
Que por força do destino a conheceu melhor.
Que para sua felicidade partiu.
Que por fatalidade a reencontrou.
Ele nunca a amou.
Ele podia amar Ela.
Amigos um tanto.
Amantes às vezes.
Tão perto,mesmo longe assim.
Nunca vão se entender.
Podem se amar enfim.
Ele é seu carma
sua calma
sua cama
seu abrigo
Ele é perigo.
Ela é sua cruz
sua encruzilhada
sua angustia
sua mulher
Ela faz do jogo o que bem quer.
.Juliana. Segunda-feira, 22.dezembro.2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Poesia emprestada.
Casa No Campo
Composição: Zé Rodrix e Tavito
Eu quero uma casa no campo
Composição: Zé Rodrix e Tavito
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais
.Quereres...

Quero sair dessa casa de areia....
ficar soterrada a cada ventinho
eu já não consigo mais.
É que eu zanguei numa cisma arretada..
de uma vontadesinha apertada
de gostar demais.
Quero casa de concreto...
chão maciço... muro reto....
lustre bonito pendurado no teto.
Quero risos na janela...
cortina de linha amarela...
jardim com hibisco e camélia.
Quero cheiro de camomila....
brisa leve no fim do dia...
gosto de jasmim.
Quero escada comprida...
alecrim na comida...
uma cor bem bonita...
E alguém prá gostar de mim!
.Juliana. Quinta - feira, 18.12.2008
domingo, 23 de novembro de 2008
.Toada.

Tão bom reencontrar
Aquele velho amigo
Aquele afeto querido
De quem gosto de gostar
Aprender e rir à toa
Ficar conversando
À tardinha, na boa
Descobrir e reinventar
Tão bom encontrá-lo homem feito
Barba na cara e carinho no peito
E achar nos teus passos
Caminho qualquer
Saber que estavas comigo
Na coragem e também no perigo
E poder contar com você
Despedir e deixar que a vontade
De matar novamente a saudade
Logo mais nos faça rever.
.Juliana. Domingo, 23 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Deixa-me encontrar meus amigos
Deixa-me encontrar meus amigos
Todos não
Porque nem todos vão querer me encontrar
Porque nem todos vão dizer que são meus amigos agora
Agora que eu vou dizer: Deixa-me encontrar meus amigos.
Deixa-me encontrá-los pra olhar pra cada um deles
e ver o tempo construindo em seus semblantes, aquela segurança que me agrada tanto
Deixa-me encontrá-los para perceber que mesmo eu nada fazendo,
eles me conhecem mais
E me conhecendo mais, me aceitam melhor
E me aceitando melhor cada dia mais ficamos parecidos: uns com os outros.
Deixa-me rir à vontade com as mesmas velhas piadas dos meus amigos
Deixa-me ouvir deles os caminhos por onde cada um passou
Deixa-me ouvir que eles me viam nesses caminhos, mesmo quando eu ali não estava,
Deixe-me dizê-los que eu também via-os no espelho, nos caminhos e
nos rostos que não eram os deles.
Deixa-me encontrar de novo meus amigos
Para juntos refazermos os mesmo velhos planos de mudar o mundo,
quando nem conseguimos mudar a nós mesmos
Deixa-me encontrar meus amigos e seus novos amigos
Deixa-me encontrar meus amigos e seus novos amores
Deixa-me encontrar meus amigos
porque já passou muito tempo
e
Porque só assim
eu me encontro
comigo
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