
domingo, 4 de março de 2012
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Todo cambia...
"Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre...
...cambia... todo cambia!"
jtm*
segunda-feira, 13 de junho de 2011
jtm*

Um dia me disseram "quando não souber o que falar, cale-se". Mas sempre fui teimosa e desobediente e dava mais ouvidos ao que as vísceras diziam do que aos conselhos de mamãe.
Então sempre que penso em escrever (falar com os dedos o que a boca não pode gritar) me deparo com a dificuldade do tema. Eu não sei escrever sobre o que está fora de mim, essa é a grande verdade. Li um texto de Caio Fernando Abreu hoje que dizia:
"Escuta aqui, cara, tua dor não me importa. Estou cagando montes pras tuas memórias, pras tuas culpas, pras tuas saudades. As pessoas estão enlouquecendo, sendo presas, indo para o exílio, morrendo de overdose e você fica aí pelos cantos choramingando o seu amor perdido. Foda-se o seu amor perdido. Foda-se esse rei-ego absoluto. Foda-se a sua dor pessoal, esse seu ovo mesquinho e fechado."
Me senti então um pouco Narciso debruçado sobre as próprias angústias sem sequer notar as terríveis tragédias do mundo.
Mas não sei escrever sobre o que está fora... a escrita salta de mim e, sendo assim, só pode vir de dentro prá fora. A técnica me falta, o mecanismo me falha, eu me arrebento as correntes e transbordo o que me transfigura.
Trago a tona todos os cliches e pieguisses que não se deve cometer na escrita. Pouco me importa.
Vem comigo uma felicidade boba e cruel de saber que o menino (na época de meninice) também se refugiava em meio aos livros, trancafiado na biblioteca quando a hora do recreio chegava. Temida hora do recreio com os moleques correndo, os olhares das meninas descobrindo-se mulheres, o cheiro da merenda entrando pelo nariz encardido de criança atentada. Nessa hora, enquanto todos se perdiam em meio as cordas, elásticos, bolas de capotão... o menino tambem sonhava com reinos encantados, sábios sabugos de milho e bonecas falantes. Talvez, enquanto eu me embrenhava nas águas claras da menina de nariz pequeno, ele estivesse encrencado com as aventuras de um outro menino de nome comum.
Mal sabia eu das semelhanças de outrora, tão encantada estava com os "meros devaneios tolos a me torturar".
A placa do carro da amiga berrava aos olhos o que o coração fazia calar há anos. Anos... é assustador pensar no tempo. Ele passa arrastado e vai levando as memórias todas... leva o amor e transforma ele nessa solidão fria e calculista que procura no outro a sua própria identidade.
Não consigo me atentar a forma do texto e as idéias se embaralham com a razão. Esqueço os pontos, as vírgulas, esqueço o travessão e os acentos todos. Despacho prá fora o que dentro já não cabe. As lembranças espremidas, o amor guardado, a declaração reprimida pelo medo de perder o que nunca teve.
Uma pequena caixa reune o que a memória guarda, desde o primeiro encontro (que não se pode chamar encontro, mas o início da série de coincidências que varia de uma troca de telefones a um parentesco inusitado - seria melhor chamar de acontecimento [?]). Um hibisco seco colhido em frente a pizzaria que já não mais existe (prova do tempo que vai apavorado e a gente nem vê), guardado junto ao embrulho laminado que um dia guardou as músicas do Mawaca. Conheci naquele dia, uma tarde costumeiramente acinzentada, de braços dados na Paulista. Tinha medo da cidade grande, tal qual bixo do mato, e eu... eu varava noite pela Augusta, conhecia cada viela, amanhecia na Vila Madalena, sem sequer lembrar que um dia viera do interior. Eramos diferentes nas nossas semelhanças. Tão parecidos na inconstância.
Foi embora assim que o amor despertou... e também todas as outras vezes. Ia embora sempre. Se esquivava do apego, do afago, do que o prendia ao outro. Eu, menina de coração afoito, seguia o rumo por direções contrárias tentando achar a parte da minha estrada no caminho dele. Ou o contrário. Nunca sabia ao certo se fugia ou corria ao encontro. Demorei tempo para entender que não queria esquecer e nem abdicar. Vivi as paixões derradeiras... todas... os amores definitivos... as trocas de olhares com olhos alheios aos dele. Besteira ou desespero. Passou como se passa tudo nessa vida. Ele ficou. Ele sempre ficava. Podia por vezes desaparecer... ia embora... partia sem olhar prá trás... mas sempre voltava. Nunca deixou de voltar... não alimentava mas também não desprezava o amor que lhe oferecia. Certa vez até permitiu-se ceder um afeto. Pão de queijo e café; teatro; subir a Augusta a pé; quase cair tentando levantar; pic nic na sala; outra vez despedida. Onibus da VB. Indas e vindas até partir novamente.
Foi viver em bonita ilha, ver mar azul e céu limpinho.
E eu fiquei construindo barquinhos, escrevendo em siglas, jogando mais uma partida sozinha, amando sem nada esperar. Feliz por ter saudade bonita e sentimento sublime.
A gente não precisa escrever clichés quando vive em um.
A minha dor não me pesa porque a alma transborda
quinta-feira, 30 de abril de 2009
.Alma Minha.

Iguaria
Te apresento neste instante
minha língua à calejar
usando o português
nesses versos popular
sou poeta, sou matuto
minha caneta é meu trabuco
na arte de versejar
Supimpando alegorias
discorrendo em glossário
léxico simplificado
quase é um dicionário
se não ler pode ouvir
a história à de vir
no seguinte corolário
Primeirando poesia
seguindo à tradição
invoco experiência
de um mestre da canção
como Tom é conhecido
esse Zé é meu amigo
digo é quase meu irmão
Tenho benção, tenho fé
posso já iniciar
representar esse tropeço
nessa arte de imitar
Como Aristóteles dizia
coisa que o homem já sabia
a semelhança é sem par
A função é derivativa
do contexto de quem lê
soma-se seu repertório
e sua maneira de viver
desse modo é diferente
para toda essa gente
assim poder escolher
Trata-se de um exercício
metrifico no sufoco
minha rima se exaurindo
nesse verso que é tão pouco
Faço aquilo que eu posso
o que é meu já é nosso
brincadeira de um louco
Pancada na minha cabeça
artista à se expressar
se é esperto obedeça
a vontade de falar
uma palavra vai puxando
outra vai continuando
ali no seu significar
Enriqueci minha prosódia
nessa nova ortografia
lei que rege nossas letra
essa ´enova eu não sabia
agora um favor lhe peço
meus senhores do congresso
vai fazer lei lá pra sua tia
Escrivinharei como quiser
dispricupado cum a regris
fazer verso livre e solto
vai pro diabo que o carreguis
eu fiquei foi revoltado
to com o ovo é virado
vai do jeito que se segues
Se por acaso não gostaste
Me chamando de imbuste
Eu te chamo é de traste
Que o diabo lhe assuste
Pois tudo isso é iguaria
Feito uma confeitaria
Para que o povo deguste
segunda-feira, 27 de abril de 2009
...e partiu...
(Caio Fernando Abreu)
Porque nos meus "de repente".. me bate uma saudade desse espaço...
sábado, 3 de janeiro de 2009
.Tinha uma pedra no meio do caminho...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
.Cá entre NÓS...

"Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá
Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora?
Ele não tem preço
Nem vontade
Ele não tem culpa
Nem falsidade
Ele não sabe me amar
Ele não tem jogo
Nem saudade
Ele não tem fogo
Nem muita idade
Ele não sabe me amar
Ele não saberá
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será meu amado
Amador?
Se eles não têm pose
Nem maldade
Eles não têm culpa
Nessa cidade
Eles não sabem amar
Coisas da vida..."
(Ela X Ele na cidade sem fim - Vanessa daMata)
Ela o encontrou por acaso.
Por força do destino o conheceu melhor.
Por fatalidade o viu partir.
Para sua felicidade o reencontrou.
Ela amou.
Ella amou Ele.
Ele que a encontrou por acaso.
Que por força do destino a conheceu melhor.
Que para sua felicidade partiu.
Que por fatalidade a reencontrou.
Ele nunca a amou.
Ele podia amar Ela.
Amigos um tanto.
Amantes às vezes.
Tão perto,mesmo longe assim.
Nunca vão se entender.
Podem se amar enfim.
Ele é seu carma
sua calma
sua cama
seu abrigo
Ele é perigo.
Ela é sua cruz
sua encruzilhada
sua angustia
sua mulher
Ela faz do jogo o que bem quer.
.Juliana. Segunda-feira, 22.dezembro.2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Poesia emprestada.
Composição: Zé Rodrix e Tavito
Eu quero uma casa no campo
.Quereres...

Quero sair dessa casa de areia....
ficar soterrada a cada ventinho
eu já não consigo mais.
É que eu zanguei numa cisma arretada..
de uma vontadesinha apertada
de gostar demais.
Quero casa de concreto...
chão maciço... muro reto....
lustre bonito pendurado no teto.
Quero risos na janela...
cortina de linha amarela...
jardim com hibisco e camélia.
Quero cheiro de camomila....
brisa leve no fim do dia...
gosto de jasmim.
Quero escada comprida...
alecrim na comida...
uma cor bem bonita...
E alguém prá gostar de mim!
.Juliana. Quinta - feira, 18.12.2008
domingo, 23 de novembro de 2008
.Toada.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Deixa-me encontrar meus amigos
Deixa-me encontrar meus amigos
Todos não
Porque nem todos vão querer me encontrar
Porque nem todos vão dizer que são meus amigos agora
Agora que eu vou dizer: Deixa-me encontrar meus amigos.
Deixa-me encontrá-los pra olhar pra cada um deles
e ver o tempo construindo em seus semblantes, aquela segurança que me agrada tanto
Deixa-me encontrá-los para perceber que mesmo eu nada fazendo,
eles me conhecem mais
E me conhecendo mais, me aceitam melhor
E me aceitando melhor cada dia mais ficamos parecidos: uns com os outros.
Deixa-me rir à vontade com as mesmas velhas piadas dos meus amigos
Deixa-me ouvir deles os caminhos por onde cada um passou
Deixa-me ouvir que eles me viam nesses caminhos, mesmo quando eu ali não estava,
Deixe-me dizê-los que eu também via-os no espelho, nos caminhos e
nos rostos que não eram os deles.
Deixa-me encontrar de novo meus amigos
Para juntos refazermos os mesmo velhos planos de mudar o mundo,
quando nem conseguimos mudar a nós mesmos
Deixa-me encontrar meus amigos e seus novos amigos
Deixa-me encontrar meus amigos e seus novos amores
Deixa-me encontrar meus amigos
porque já passou muito tempo
e
Porque só assim
eu me encontro
comigo
domingo, 5 de outubro de 2008
.Ignescências.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Primavera quer entrar...
"Abre os teus armários, eu estou a te esperarPara ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
ABRE ESSA JANELA, A PRIMAVERA QUER ENTRAR
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais..."
Queria compartilhar as coisas boas que vêm acontecendo comigo... tenho um espaço só meu para isso... mas quero compartilhar dessas coisas aqui também!
Primavera chegou... e trouxe um monte de coisas novas com ela (assim como a cor do blog... que muda com a estação!rs)... tá que as mudanças começaram um pouco antes da primavera entrar... mas ela fez com que tudo se intensificasse ainda mais! Esse fim/começo de estação me trouxe novos lugares, novos amigos, novas aventuranças por aí... emprego novo (ai como gosto!!!), tudo legal acontecendo na escola, encontros, risadas, lembranças, conquistas (minhas e de pessoas importantes para mim!)... tudo tão bom que ás vezes dá até medo... é estranho quando depois de tanta coisa errada acontecendo na sua vida.. tudo muda da água pro vinho e se transforma no sonho mais bonito!!!
Primavera tá chegando assim.. amena, trazendo um vento de coisas boas e bonitas (pelo menos prá mim)... e são mais uns 3 meses até a próxima estação...
"...abre essa janela..." - deixa entrar!
.Juliana. Quinta Feira, 18 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Biscoitos

Dois olhares à postos
Sempre com afeição
Dois caminhos e gostos
Sem saber a razão
Eu tento enxergar
Você aprendendo à ver
Eu vivendo sem lar
Você só por viver
Eu dando um tempo
Você dando pinote
Somos como dois biscoitos
Perdidos no mesmo pote
Um é recheado
O outro é de manteiga
Os dois tão vitaminados
Fazendo da vida mais meiga
sábado, 6 de setembro de 2008
.Jogo de Dois.

domingo, 17 de agosto de 2008
Samba a Dois
(Marcelo Camelo)
.Juliana. Domingo, 17 de Agosto de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
...Me mostra o caminho então...

quarta-feira, 9 de julho de 2008
Eu só espero que sejas bem-vinda
Se for bem-feito não é minha culpa
Peço desculpa só por simpatia
Pura ousadia toda sua afronta
Nem se dá conta do que eu sinto agora
Prefiro ir embora que ficar sem jeito
Não sou perfeito, mas eu bem me esforço
Faço o que posso faço do meu jeito
Nem bem percebe minha euforia
Se faz de tonta e desconhecida
Insiste pede quase me obriga
A ser bom amigo da porta pra fora
E se eu digo que daqui vou embora
Você grita chora mais do que criança
Não retribui e nem me agradece
Só quer que eu dance como você dança
Como é que eu posso gostar desse jeito
Se o seu defeito sempre estraga tudo
Você me mostra o seu pior lado
E assim me sinto o pior do mundo
Eu me pergunto por que eu insisto
Se eu nem existo no seu pensamento
Acho que invento esse amor tão pouco
Só sendo louco sem nenhum juízo
Alguém me explica, alguém me esclarece
Quem que merece ser tão maltratado
No passo errado continuar andando
Estar amando e não ser amado
Sombra que roça moça minha nuca
Tão pouca roupa pelo frio ardendo
Até que aguento um tempo transmudado
O que eu não posso é com o calor de dentro
Queima arrepia gela minha alma
Estufa o peito pelo se levanta
O que adianta se fingir de forte
Se é como a morte te sentir por dentro
Me encarcera enjaula o meu sentido
Eu não preciso pensar em mais nada
Faço melhor eu faço por instinto
Janela aberta e porta escancarada
Quando eu me envolvo pleno em seu espaço
Eu me desfaço dessa mágoa louca
É tão perfeito eu e você juntos
São tão amigas minha e sua boca
...

Vim escrever qualquer coisinha por aqui, já que se depender do meu comparsa esse blog fica jogado às cucuias!rs Tá bom, tá bom.. junta-se a falta de tempo de ambos com a preguiça de escrever (também dos dois) e até fatos relevantes desse jogo esquisito são esquecidos de serem colocados aqui. Vou então escrever umas meias palavrinhas para que, se algum desocupado estiver passando por aqui, tenha algo prá ler!
Bem.. como também não tenho nada de interessante a acrescentar... em breve conversarei com o comparsa para ver uma melhor maneira de deixar isso aqui mais interessantinho! =)
Esse post vai ficar assim... perdido no meio dos outros (que fazem algum sentido)... e qualquer coisa... um outro dia a gente apaga!
Em breve voltamos com mais uma partida do jogo...novas EMOções e mais uns capitulusinhos.
Ass. .Juliana. (insônia!). Quarta, 9 de julho de 2008. (03h17)
